História

Torres Novas tem uma longa tradição teatral e cinematográfica. Apresentamos uma síntese dos factos históricos mais relevantes que contribuem para uma melhor contextualização do Teatro Virgínia e o seu respectivo papel ao longo dos tempos.


As origens do Teatro em Torres Novas

Em 1840, é criada a Sociedade União Dramática, presidida por António César de Vasconcelos Correia, Visconde do Carril (1855) e, mais tarde (1862), Conde de Torres Novas, que inicia a promoção de espectáculos de fantoches, uma herança das invasões napoleónicas de 1810 (fruto do tédio sentido pelos militares de Napoleão).
Entre 1843 e 1845  esta sociedade levou ao palco: “Os Templários”, “O Cigano”, “O Judeu”, “A Duquesa de La Vauballiere ” e “Estela”, cujos respectivos autores se ignoram.
Em 1848, é aberto ao público o Teatro União com a peça: “O Crime ou Vinte Anos de Remorsos”.
Por meados de 1866, a Sociedade União Dramática é dissolvida e dá origem, pelas mãos do Montepio dos Artífices, ao Teatro Torrejano inaugurado a 29 de Abril de 1877.
Em 1895, passa a ser denominado Teatro Virgínia em homenagem à gloriosa actriz conterrânea Virgínia Dias da Silva (1850-1922).

Datam do início do século XX as primeiras sessões do Animatógrafo instalado na Barraca da Praça e depois no Royal Salão Cinematographo. Em 1913, é inaugurado o Animatógrafo do Teatro Virgínia que passa a designar-se Cine-Teatro Virgínia .
Com o advento do cinema sonoro o Virgínia adapta-se ao avanço tecnológico, electrifica-se a sala e procede-se à montagem de projectores sonoros.


O Teatro Virgínia

Localizado ao lado do mercado do peixe, o antigo Virgínia deixaria de reunir todas as condições necessárias dado o seu mau estado de conservação e consequente parecer da Inspecção-Geral dos Espectáculos. O Montepio procederia, então, à construção de um outro edifício correspondente ao do actual Teatro.
Em 27 de Outubro de 1956, é inaugurado o novo Virgínia , projecto do arquitecto Fernando Schiapa de Campos, com a peça “As Meninas da Fonte da Bica”, original de Ramada Curto, pela Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro.
De entre os muitos actores e artistas que pisaram o palco do Virgínia podemos destacar: Amélia Rey Colaço, Alves da Cunha, Palmira Bastos, Maria Matos,  Raul Solnado, José Viana, Eunice Muñoz, Artur Semedo e Camilo de Oliveira.
Por aqui passaram também muitas das obras-primas do cinema mundial com grande adesão por parte do público proveniente de toda a região. Em épocas de grande sucesso chegaram a realizar-se duas sessões por dia no Virgínia , uma das salas de maior lotação do país.
Com o fim da actividade cinematográfica e de outros espectáculos, o Virgínia entra numa fase de inacção.


O Virgínia nos dias de hoje

A 19 de Junho de 2001 é assinada a escritura pela qual é feita a aquisição do Virgínia pelo Município. Iniciam-se, mais tarde, obras de remodelação na fachada e no seu interior segundo projecto do arquitecto Gonçalo Louro.
O Teatro Virgínia passa a dispor de um conjunto de meios técnicos e condições acústicas que lhe permitem receber com maior qualidade uma variedade de espectáculos.
A capacidade do Teatro foi reduzida para 600 lugares, distribuídos pela plateia, plateia alta, camarotes e balcão, dispondo ainda de 3 lugares próprios e facilidades de acesso para espectadores com mobilidade reduzida.
Foi introduzido um novo espaço, o Café Concerto, no segundo piso, local preparado para também receber iniciativas e espectáculos de menor dimensão.
Dia 13 de Outubro de 2005, o Teatro Virgínia inaugurou com o espectáculo de teatro/ópera “Os Encantos de Medeia”, uma co-produção do Teatro de Marionetas do Porto e do Teatro Nacional S. João, iniciando-se uma programação artística regular de Teatro, Música, Dança e Cinema.


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