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Torres Novas tem uma longa tradição teatral e cinematográfica. Apresentamos uma síntese dos factos históricos mais relevantes que contribuem para uma melhor contextualização do Teatro Virgínia e o seu respectivo papel ao longo dos tempos.
1840 – Criação da Sociedade União Dramática, que promove espectáculos de fantoches, uma herança das invasões napoleónicas de 1810, nas quais esta era uma diversão para amenizar o tédio sentido pelas tropas de Napoleão. 1848 - Abertura ao público do Teatro União com “O Crime ou Vinte Anos de Remorsos” 1877 – No dia 29 de Abril é inaugurado o Teatro Torrejano pelas mãos do Montepio dos Artífices, depois da dissolução da Sociedade União Dramática em 1866. 1895 – O Teatro Torrejano passa a ser denominado Teatro Virgínia em homenagem à gloriosa actriz conterrânea Virgínia Dias da Silva (1850-1922) e aquando da sua visita à cidade. 1913 – A empresa Sales Velez Rodrigues & C.ª. tomou conta do Teatro Virgínia a 19 de Fevereiro de 1913 por 140H000 réis anuais; O Teatro Virgínia 1956 – Localizado ao lado do Mercado do Peixe, o antigo Cine-Teatro Virgínia deixaria de reunir toas as condições necessárias dado o seu mau estado de conservação e consequente parecer da Inspecção-Geral dos Espectáculos. O Montepio procederia, então, à construção de um outro edifício correspondente ao do actual Teatro. Em 27 de Outubro de 1956, é inaugurado o novo Cine-Teatro Virgínia, projecto do arquitecto Fernando Schiapa de Campos, com a peça “As Meninas da Fonte da Bica”, original de Ramada Curto, pela Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. De entre os muitos actores e artistas que pisaram o palco do Cine-Teatro Virgínia podemos destacar: Amélia Rey Colaço, Alves da Cunha, Palmira Bastos, Maria Matos, Raul Solnado, José Viana, Eunice Muñoz, Artur Semedo e Camilo de Oliveira. Por aqui passaram também muitas das obras-primas do cinema mundial com grande adesão por parte do público proveniente de toda a região. Em épocas de grande sucesso chegaram a realizar-se duas sessões por dia no Cine-Teatro Virgínia, uma das salas de maior lotação do país. Com o fim da actividade cinematográfica e de outros espectáculos, o Cine-Teatro Virgínia entra numa fase de inacção.
1992 – Em Março o Cine-Teatro Virgínia encerrava a sua actividade cinematográfica; Com o fim da actividade cinematográfica e de outros espectáculos, o Virgínia entrou numa fase de inacção, com prejuízo para a manutenção da sala. Surgiu então a ideia, que não era nova, de ceder a sala ao Município, dado tratar-se dum património da cidade, por um valor mais baixo.
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